Eu achava que você era o cara certo pra mim, porque eu ficava toda sem reação perto de você. Eu sentia tudo aquilo que dizem nos livros por aí: frio na barriga, mãos suadas, pernas trêmulas e voz travada. Pois é.
Você era o cara certo. Tinha que ser! Eu berrava aos quatro cantos, sem vergonha alguma, que eu tinha encontrado o amor da minha vida. Quem me via, me via sempre alegre e sorridente. Tudo era arco íris. Bonito. Mágico.
Eu achava, sim, que você era o cara certo pra mim, quando você dizia que me amava e que ter me conhecido foi a melhor coisa que te aconteceu na vida. Você me inclua nos seus planos. Eu achava, de verdade, que você sentia a mesma coisa que eu estava sentindo. E aquilo era tão bom.
Mas a gente nunca é a pessoa certa pra alguém. Eu sabia que era questão de tempo pra eu ter que me acostumar com a sua partida. O problema é que eu me apego demais, eu sinto demais… O medo me consumiu, eu já sabia de cor e salteado essa história. É sempre a mesma coisa. Mas você era o cara certo pra mim. E o que eu poderia fazer, se não tentar mais uma vez? Insisti.
Mas de um tempo pra cá, ter insistido foi a minha maior burrice. Sempre é. Você se distanciou. Começou a ignorar minhas ligações e não respondia minhas mensagens. Se esquecia de me dar boa noite e de perguntar como foi o meu dia. Não nos víamos mais com frequência. Você estava se ausentando. Até que um dia, você finalmente disse que precisava de um tempo e que não sabia o que sentia, só sabia que eu era especial demais e que não me merecia. O que foi que aconteceu, hein? Eu não sei. Você era o cara certo pra mim…


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