O coração dela volta e meia insistia em abrir as cicatrizes de amores mal resolvidos. De fins inacabados. Isso a machucava tanto, a ponto dela jurar que não queria conhecer mais ninguém. Batia o pé, fazia pirraça e dizia que o amor não existe, não. Afinal, pessoa alguma era capaz de curar aquelas feridas que ela carregava consigo. Quanto mais ela conhecia as pessoas mais ela se machucava e, por isso, era melhor ela viver sozinha.
Mas aí você chegou, de repente. Você chegou e, sem querer, roubou um sorriso dela. Ela ficou fissurada em seu olhar, como se ele transparecesse sua alma e pudesse enxergar através dela. Cê chegou de mansinho e já fez tanta bagunça. Mas foi uma bagunça diferente, ela foi se encontrando aos poucos nela e em você.
Em pouco tempo, era incrível a sintonia que vocês tinham. Logo ela que não acreditava em horóscopo e alma gêmea, que não tinha paciência para esses clichês, depois que você chegou, pode-se dizer que se tornou o “paraíso astral” dela e também a “metade da laranja” – mesmo ela não gostando tanto de laranja assim. Você chegou e os filmes de comédia romântica começaram a fazer sentido. Você chegou e o frio na barriga ficou. Agora ela sabe o que é acordar pela manhã, com um sorriso no rosto. Parece que tudo ficou mais alegre, mais cheio de cor. Ela pôde sentir o que é amar de verdade.
Você chegou e fez ela esquecer tudo o que havia passado. Trouxe a paz que ela tanto precisava. Ela deixou de ter medo e só queria se jogar. Se jogar nos seus braços. Se perder nos seus carinhos. Mergulhar no mais belo dos sentimentos. Tudo o que ela viveu até aqui foram degraus para chegar até você. Cê chegou pra provar que o amor existe, sim! E, por causa disso, hoje, ela tá aqui escrevendo essa história. Você chegou e curou a cicatriz do meu passado.


Deixe um comentário

Digite aqui seu comentário!